Um blog pessoal para compartilhar ideias com amigos e familiares. Todos os posts de autoria exclusiva do autor, e eventuais citações de terceiros com nomes dos respectivos autores e/ou textos destes em destaque. PauloCCSaraceni

A TRAIÇÃO É A ARMA DO COVARDE

Aquilo que dói no peito de um homem só é reconhecido por outro homem. Tire a dignidade de um homem e se tira a vida. Tire o trabalho e se tira a honra, a felicidade. Um homem não se ofende com uma briga limpa, frontal, franca e leal. O homem se reforça nestas batalhas, sangra, cicatriza e se fortalece. O homem só conhece enfrentar face a face o outro homem, para uma batalha digna, matar ou morrer é provável, mas seu espírito vive desta coragem e desafio. Se sente digno, mesmo ferido, depois destas lutas. Mas enfrentar o covarde é uma vergonha, uma ofensa à própria dignidade, uma indignidade. O covarde foge para a segurança da traição, da fraude e do embuste. E esta é uma arena muito hostil, desconhecida e invencível para os honestos, para os bravos. O covarde se assenhora da confiança que lhe foi premiada, pelo homem, e mesmo sem forças e qualquer coragem usa o poder desta outorga, desta amizade e procuração para imolar ou ferir de morte o seu fiador, com a arma exclusiva da traição. O covarde não sabe o que é o orgulho da luta, do trabalho, da honestidade, da lealdade, da dignidade e do carácter, e nunca poderá perceber que retirar estes atributos do homem é a grande tragédia deste. Se você já votou sabe do que estou falando.

UM CANALHA INEPTO

 Não consigo ser canalha.

Tenho desde sempre este defeito. 

Não penso em tirar vantagem dos fracos e dos derrotados.

Não consigo enganar e manter um sorriso amistoso no rosto quando não gosto de alguém. 

Não sei afirmar uma coisa e fazer outra. 

Não tenho aptidão para canalha.

Não tenho meias palavras,  não sei dizer meias verdades.

Não sei tirar vantagens da inocência e nem consigo assistir esta manobra.

Eu jamais conseguirei ser canalha.

Não consigo comemorar a derrota de quem se declara meu inimigo, sou indiferente,  não canalha. 

Não consigo atropelar a fraqueza de ninguém, nem de quem me desafia,  desprezo este tipo de vitória.

Não sei rir do choro de quem já me feriu de morte.

Não sou canalha, e não terei jamais este talento.

Não sei vencer pela rendição da adversidade, não encontro  mérito e a felicidade nisto.

Não sei me manter calado,  seguro e indiferente com a injustiça,  mesmo que não alcance meus menores tostões.  

Sou um péssimo canalha.

Paulo Cezar Cruz Saraceni,  um canalha inepto.